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04 5 / 2011

Repolho toca na Penitenciária de Chapecó.

O nosso ilustre baterista Anderson “Uilia” Gambato (primeiro e único) popularmente conhecido como Passarinho, Homem Pássaro, verme e outros apelidos impublicáveis, resolveu fazer psicologia. Até aí tudo bem. O ser humano precisa de uma atenção e de momentos introspectivos que fazem conhecer a essência da vida etc. etc. O que é estranho é que ele resolveu fazer um estagio na penitenciaria de Chapecó, mais inusitado é que para encerrar o estágio propôs um show com a Banda Repolho.

Lógico que topamos na hora. A idéia era muito boa. A formação da banda foi um tanto quando inusitada. Tocamos com três guitarras e nenhum baixo. O Demétrio na guitarra, o Clodonaldo (que já tinha sido baixista do Repolho numa outra encarnação) numa outra guitarra, o Arinaldo na outra guitarra. Tocamos numa sala que devia ser o refeitório da penitenciária. Lógico que eu nem preciso dizer que haviam grades nas janelas e guardas pra todos os lados.

O momento crucial foi quando tocamos Chapecó e emendamos com a música Lilico. A gente gritava Lilico, e os presos respondiam: quem mandou não estudar. E os guardas olhando de atravessado. Dessa vez eu achei que ficaríamos algum tempo hospedados nesse resort da subcultura suburbana. Mas no final deu tudo certo. Os presos curtiram o show os guardas não entenderam nada e ficou tudo por isso mesmo. Também não tem registros. Mas imaginem as cenas que vale a pena.